Cuidado mental
Psicologia & Bem-Estar

Denise Reginatto

Um espaço seguro para acolher suas emoções, compreender seus processos e construir caminhos para uma vida mais leve e significativa.

Demandas acolhidas

Talvez você se reconheça aqui

Ansiedade

A ansiedade faz parte da vida, mas quando se torna constante pode trazer preocupação excessiva, dificuldade para relaxar, medo de errar, sensação de estar sempre em alerta e pensamentos que parecem não dar trégua. Na terapia, vamos compreender o que mantém esse ciclo e desenvolver novas formas de lidar com as emoções, para que você viva com mais equilíbrio e tranquilidade.

Depressão

A depressão não é só tristeza. Ela pode aparecer como falta de energia, desânimo, perda de interesse pela vida, sensação de vazio, culpa e dificuldade para tomar decisões. O processo terapêutico ajuda você a compreender esse sofrimento e a construir novas formas de recuperar o bem-estar, o sentido de vida e a autonomia.

Neurodivergência - TDAH, TEA e Altas Habilidades/Superdotação

Cada pessoa neurodivergente tem desafios e potencialidades únicos. Dificuldades com atenção, organização, regulação emocional, sobrecarga sensorial, relações sociais ou a sensação de não se encaixar podem gerar muitas dificuldades e sofrimento. O trabalho terapêutico te ajuda a compreender seu funcionamento e a desenvolver estratégias mais alinhadas às suas necessidades, promovendo mais segurança e equilíbrio.

Lutos e perdas

A perda de alguém importante, o fim de um relacionamento, mudanças inesperadas ou problemas de saúde podem despertar um processo de luto. A terapia oferece um espaço acolhedor para lidar com essa experiência, respeitar o seu tempo e encontrar novas maneiras de seguir em frente, sem apagar a importância do que foi vivido.

Autocrítica excessiva

Se você sente que nunca faz o suficiente, tem dificuldade para reconhecer suas conquistas ou vive com medo de errar, a autocrítica pode estar ocupando um espaço maior do que deveria. Na psicoterapia, você compreende como esse padrão foi construído e desenvolve uma forma mais acolhedora e equilibrada de se relacionar consigo mesmo, sem abrir mão dos seus objetivos e de ter um bom desempenho.

Dificuldade de se expor

Falar em público, opinar em reuniões, conhecer pessoas novas ou simplesmente ser observado podem trazer um desconforto que vai muito além da timidez: medo do julgamento, vergonha, o pensamento repetido sobre o que os outros vão achar e uma tendência de evitar essas situações. Isso pode limitar oportunidades, relações e a liberdade de ser quem você é. Na terapia, você entende de onde vem esse desconforto e constrói mais segurança para se posicionar e se mostrar, no seu tempo e do seu jeito.

Sobre mim

Denise Reginatto

Sou psicóloga clínica e trabalho de forma acolhedora e colaborativa, oferecendo suporte e direcionamento.

Meu trabalho tem como base principal a Terapia do Esquema — abordagem psicoterapêutica integrativa que trabalha padrões emocionais e relacionais que se repetem ao longo da vida, promovendo mudanças emocionais sustentadas.

Minha formação inclui:

  • Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental, pela Cognitivo.
  • Formação em Terapia do Esquema, pela Wainer —ISST International Society of Schema Therapy.
  • Formação em Terapia Focada na Emoção (nível I), pela TFE Brasil.
  • Formação em Psicoterapia para Adultos Neurodivergentes, com foco em TDAH, TEA e AH/SD, pela Síntese.
  • Formação em Terapia de Sessão Única-TSU, pela AMP Lopes.

Meu registro profissional é CRP 12/27417.

Faço parte da:

  • ATC-SC – Associação dos Terapeutas Cognitivos de Santa Catarina
  • ABTE – Associação Brasileira de Terapia do Esquema
  • FBTC - Federação Brasileira de Terapia Cognitiva.

Será um prazer acompanhar você, acolher sua história e construir um caminho de mudanças consistentes.

Denise Reginatto, psicóloga clínica
Formas de atendimento

Escolha o cuidado que faz sentido para você

Encontro focado

Terapia de Sessão Única (TSU)

On-line 1h30 de duração

A TSU é indicada para quem precisa de suporte em uma questão pontual. Pode ser uma decisão importante, um conflito, uma dificuldade específica ou a necessidade de organizar ideias diante de um momento desafiador. O objetivo é ampliar o entendimento da questão, promover clareza e identificar possíveis caminhos. A sessão é on-line e tem duração de uma hora e meia. Caso seja necessário, você pode agendar este serviço novamente.

Saber mais sobre TSU

Terapia continuada

On-line Semanal ou quinzenal

A terapia continuada é indicada para quem está com dificuldades mais complexas que se estendem para várias áreas da vida. Muitas vezes estas questões se repetem em várias fases da vida, repetindo o mesmo padrão sempre. Nesta forma de atendimento o trabalho é mais aprofundado e o objetivo é alcançar mudanças consistentes e duradouras. As sessões são on-line, têm duração de 50 minutos e acontecem semanal ou quinzenalmente.

Iniciar terapia

Projetos em saúde mental

Empresas e instituições Projetos sob medida

Os projetos em saúde mental são voltados para empresas, instituições, grupos e eventos que desejam promover o cuidado com a saúde mental, o desenvolvimento de habilidades emocionais e a promoção do bem-estar. Cada projeto é construído de acordo com os objetivos e as necessidades de cada contexto e público, podendo incluir palestras, workshops, rodas de conversa, aulas e treinamentos.

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Acesso simples e acolhedor

Como acessar os serviços

1
Passo 1

Primeiro contato

Você entra em contato por WhatsApp e agendamos a sessão. Se estiver em dúvida, podemos conversar para definir a melhor opção para seu momento.

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Passo 2

Sessão

Após o agendamento, você receberá todas as orientações sobre o atendimento, seja para a TSU ou para a Terapia Continuada.

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Passo 3

A continuidade

A continuidade do cuidado que você precisa seguirá conforme sua demanda. Na terapia continuada seguiremos com sessões serão frequentes. Na TSU você terá definição de ações possíveis ou ainda poderá acessar novamente este serviço.

Processo terapêutico

Um cuidado ético, técnico e personalizado

Escuta acolhedora

Um espaço seguro, respeitoso e sem julgamentos.

Prática baseada em evidências

Intervenções fundamentadas em abordagens psicoterapêuticas reconhecidas.

Cuidado individualizado

Estratégias construídas de acordo com suas necessidades.

Ética e sigilo

Atendimento on-line conduzido com responsabilidade e proteção das informações.

Blog

Reflexões sobre saúde mental

Terapia do Esquema
Depressão

Depressão não é só tristeza

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Sentir tristeza faz parte da vida. Ela aparece diante de perdas, decepções ou dias mais difíceis e costuma passar conforme a vida segue.

A depressão é diferente. Ela não é uma tristeza mais forte. É um estado que se instala aos poucos e não vai embora sozinho, mesmo quando não há um motivo claro para isso.

Entender essa diferença ajuda a reconhecer quando vale buscar ajuda, e por que isso não é uma questão de força de vontade ou falta de fé.

Tristeza e depressão não são a mesma coisa

A tristeza costuma ter um motivo identificável como uma perda, uma decepção, uma notícia difícil. Ela dói, mas não costuma tirar a capacidade de sentir prazer em outras áreas da vida e tende a diminuir com o tempo.

A depressão é mais persistente e mais ampla. Ela se estende por um longo período, afeta o sono, o apetite, a concentração e a energia. Ela costuma vir acompanhada de uma sensação de vazio ou de perda de interesse por quase tudo, incluindo o que antes trazia prazer.

Nem a tristeza nem a depressão te farão necessariamente cair em uma cama ou se trancar em um quarto escuro. Na maioria das vezes, a vida segue de forma funcional. A pessoa trabalha, estuda, tem seus relacionamentos. Não é algo que se possa “ver” ou se identificar facilmente. Seja por quem convive ou por que está passando por este processo.

O ciclo que mantém a depressão

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, um dos conceitos centrais é a chamada tríade cognitiva que contempla uma visão negativa de si mesmo, do mundo e do futuro. Pensamentos como "eu não dou conta" ou "nada vai melhorar" tendem a se repetir e reforçar o estado depressivo.

Esses pensamentos costumam levar a menos ação. Você para de fazer coisas que antes traziam bem-estar, porque não sente vontade, não tem energia ou não acredita que vá ajudar. Só que fazer menos também alimenta a sensação de vazio e o ciclo se fecha.

Um dos caminhos mais estudados para interromper esse ciclo é justamente o contrário do que o corpo pede, retomar pequenas atividades antes mesmo de sentir vontade, deixando que o ânimo venha depois, e não antes.

Quando a depressão tem raízes mais antigas

Em muitos casos, a depressão também está ligada a padrões emocionais mais antigos. A Terapia do Esquema explica que necessidades emocionais não atendidas na infância, como afeto, validação ou a sensação de ser suficiente, podem dar origem a crenças profundas sobre não ter valor ou não merecer coisas boas.

Uma pessoa que cresceu sentindo que precisava se esforçar demais para ser notada, por exemplo, pode carregar até hoje a crença de que nunca é o bastante. Diante de frustrações da vida adulta, essa crença antiga se reativa, e a tristeza comum se transforma em algo mais pesado e duradouro.

Reconhecer essa origem e, aos poucos, atender à necessidade emocional que ficou por trás dela é parte central do trabalho em Terapia do Esquema.

Um pequeno passo possível

Você pode dar um pequeno passo e agir. Escolher uma atividade pequena e concreta, como caminhar por dez minutos, ligar para alguém querido ou fazer algo prazeroso, mas sem estar animado, já é um passo real.

Não é sobre se forçar a ficar bem. É sobre lembrar ao corpo e à mente que ainda é possível fazer escolhas, mesmo dentro de um estado difícil.

Se isso tem sido a sua realidade

Se você tem se sentido assim por várias semanas, sem melhora, vale considerar buscar apoio profissional.

A terapia ajuda a entender o ciclo e os padrões por trás da depressão, trazendo mais clareza sobre o que está acontecendo e caminhos mais saudáveis para lidar com isso.

Se em algum momento surgirem pensamentos de que não vale a pena continuar, isso merece ainda mais atenção! Converse com alguém em quem confia ou procure ajuda profissional o quanto antes.

Depressão não é frescura, falta de algo ou falha sua. É um transtorno que tem tratamento. Você merece ser cuidado.

Ansiedade
Ansiedade

Por que ela aparece e como a terapia pode ajudar

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Você já sentiu o coração acelerar e a mão suar antes de uma reunião importante ou sentiu uma intensa inquietação e a mente disparar em pensamentos de "e se" na véspera de uma decisão difícil?

Isso é ansiedade e ela é importante, ela cumpre uma função. Ela nos prepara para lidar com desafios reais. É como um alarme que aponta para algo importante.

O problema começa quando esse alarme passa a tocar sem parar, mesmo diante de situações comuns do dia a dia gerando preocupação constante, tensão muscular, insônia, medo de errar, sensação de estar sempre em alerta.

Quando esses sinais se tornam frequentes e desproporcionais às situações vividas, a ansiedade deixa de ajudar e passa a atrapalhar. Entender por que isso acontece é o primeiro passo para lidar com ela de um jeito diferente.

Por que a ansiedade se mantém

Um dos achados mais consistentes na pesquisa sobre ansiedade é que ela raramente se sustenta sozinha: ela é mantida por um ciclo.

Um pensamento de ameaça gera desconforto físico e emocional. Para aliviar esse desconforto, buscamos estratégias de alívio que, no curto prazo, funcionam muito bem. E o ciclo se repete: a ansiedade gera desconforto, o desconforto pede alívio.

Imagine uma reunião importante se aproximando. Os pensamentos surgem: "e se der errado?", "e se eu não conseguir?". Para aliviar a tensão, você relê a apresentação dez vezes, pede a opinião de várias pessoas, confirma tudo de novo. O alívio vem, a reunião acontece, e sua mente aprende que, de fato, precisava se preparar daquele jeito. E o ciclo se fortalece e se repete.

Identificar este padrão, entender as pecinhas que compõe o ciclo é o primeiro passo para mudar este funcionamento.

Quando a ansiedade tem raízes mais antigas

Em muitos casos, a ansiedade não nasce só de pensamentos do momento. Ela pode estar ligada a padrões emocionais construídos ao longo da vida.

A Terapia do Esquema chama esses padrões de esquemas, que são crenças profundas sobre si mesmo e o mundo, formadas em experiências em que necessidades emocionais básicas (como segurança, aceitação ou autonomia) não foram supridas de forma consistente.

Uma pessoa que cresceu em um ambiente instável, por exemplo, pode ter aprendido que precisa estar sempre em alerta para evitar que algo ruim aconteça. Na vida adulta, isso pode aparecer como uma ansiedade intensa diante de qualquer sinal de insegurança, levando a estratégias pouco saudáveis, como o perfeccionismo ou uma visão muito pessimista da vida.

Esses padrões costumam aparecer com mais intensidade justamente onde há mais exigência: no trabalho, nos estudos, nas relações mais próximas. É ali que a necessidade não suprida na infância volta a se manifestar, mesmo que a pessoa já não more mais naquele ambiente de origem.

Reconhecer esse funcionamento, entender de onde ele veio e, aos poucos, atender à necessidade emocional por trás dele é parte central do trabalho na Terapia do Esquema.

Um primeiro passo possível

Você não precisa compreender e mudar o ciclo inteiro de uma vez. Um primeiro passo é simplesmente identificar o pensamento antes de agir sobre ele.

Da próxima vez que sentir a ansiedade disparar, tente se perguntar: isso é um pensamento ou um fato? Pensamentos como "vou ser mal avaliado" ou "algo vai dar errado" parecem verdades, mas são só previsões, nem sempre confirmadas pela realidade.

Só essa pausa, de reconhecer o pensamento como pensamento, já ajuda a não entrar no ciclo de forma automática. Não elimina a ansiedade na hora, mas abre um pequeno espaço entre o pensamento e a reação, e é nesse espaço que as mudanças começam.

Quando procurar ajuda

Se a ansiedade estiver interferindo nas suas relações, no trabalho, no sono prejudicando sua qualidade de vida de forma constante, vale considerar apoio profissional.

O tratamento psicoterapêutico pode contribuir muito para o entendimento do ciclo e dos esquemas. Tendo mais clareza sobre seu funcionamento, você poderá construir estratégias mais saudáveis para lidar com sua ansiedade e com o que está por traz dela.

Neurodivergência
Neurodivergência

Quando a diferença deixa de ser motivo de vergonha

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Para muitas pessoas, crescer significa acumular uma lista silenciosa de correções: fale menos, se concentre mais, não seja tão intenso, tente se encaixar, você precisa se organizar. Com o tempo, essa lista vira uma sensação difusa de que algo nelas está errado.

A neurodivergência oferece outra leitura para essa experiência. Em vez de um defeito a corrigir, ela descreve uma forma diferente e legítima de funcionar.

Entender isso muda a pergunta que a pessoa faz a si mesma. Sai de "o que há de errado comigo" e entra em "do que eu realmente preciso para viver bem sendo quem eu sou".

O que significa ser neurodivergente

O termo neurodivergência foi criado pela socióloga Judy Singer para descrever algo simples: os cérebros humanos não funcionam todos da mesma forma, e essa diversidade é natural. Há diversas pessoas diagnosticadas com TDAH, autismo, dislexia, por exemplo.

A proposta por trás do conceito é clara. Essas diferenças não devem ser tratadas como patologias a serem corrigidas. Elas são variações legítimas da experiência humana, da mesma forma que existem diferenças de temperamento, altura ou ritmo de aprendizagem.

Isso não significa negar as dificuldades reais que essas condições podem trazer no dia a dia. Significa mudar o ponto de partida: a pessoa tem um problema, ela tem um funcionamento que o ambiente ao redor nem sempre está preparado para acolher.

O peso de usar uma máscara o tempo todo

Pessoas neurodivergentes costumam crescer sentindo que não se encaixam. Cada crítica por "funcionar diferente" vai reforçando a ideia de que existe um jeito certo de ser e que elas erram esse alvo com frequência.

Uma resposta comum a isso é a máscara social: o esforço constante de parecer neurotípico, de esconder tiques, de controlar reações, de simular uma facilidade que não existe por dentro. É um trabalho invisível, mas exaustivo.

Autocompaixão
Autocrítica

Por que nada parece suficiente

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Você termina uma tarefa bem feita e a primeira coisa que vem à cabeça é “podia ter sido melhor”.

Se isso soa familiar, você não está sozinho. Muita gente carrega uma voz interna que raramente reconhece o que foi feito e vai direto para o que ainda falta.

Não se trata de ter padrões altos (isso pode até ser saudável). É sobre uma cobrança que nunca dá trégua, que transforma cada entrega em motivo de dúvida em vez de satisfação.

Muitas vezes essa voz é tão antiga que parece só "o jeito que você é". Difícil de questionar, mais difícil ainda de silenciar.

Este texto convida você a compreender essa voz crítica: de onde ela costuma surgir e um primeiro pequeno passo para começar a transformar a relação que você tem consigo mesmo.

Uma cobrança que nunca fica satisfeita

Para algumas pessoas, essa voz crítica é uma presença quase constante. Costuma furgir após uma boa apresentação que "faltou pouco para ficar realmente boa". Também chama a atenção para um pequeno erro em meio a um dia produtivo, como se esse detalhe fosse mais importante do que tudo o que já foi realizado.

Essa mesma voz se manifesta nos bastidores: na dificuldade de descansar sem sentir que devia estar fazendo algo, na comparação automática com os outros, na sensação de que reconhecer uma conquista seria quase um exagero ou uma forma de acomodação.

Essa voz costuma se disfarçar de responsabilidade, de busca por um bom desempenho para continuar melhorando. Por isso é tão difícil questioná-la, ela parece estar do seu lado, te ajudando a fazer melhor.

Esse padrão costuma parecer "normal" porque já faz parte de como você se relaciona consigo há muito tempo, desde antes de você conseguir nomear o que estava acontecendo. Mas ouvir essa voz constantemente cansa, frustra, pesa.

De onde vem essa voz

Essa voz não surge simplesmente. Ela se forma aos poucos, a partir de mensagens recebidas de pessoas importantes, de ambientes exigentes ou de momentos em que o afeto e o reconhecimento pareciam depender de um bom desempenho.

Imagine alguém que cresceu ouvindo que só o resultado importava, nunca o esforço, que um nove numa prova valia elogio, mas um oito exigia explicação. Ou passou muito tempo ouvindo comparações de como o irmão era melhor. Essas exigências também podem ter sido feitas de forma muito sutil.

Com o tempo, é comum que essa pessoa aprenda a falar consigo da mesma forma: cobrando resultado, ignorando o processo, o cansaço e o contexto.

Essas mensagens externas, repetidas ao longo da infância e adolescência, viram um jeito automático de pensar e agir. E é exatamente por isso que essa voz interna costuma parecer verdade. Outras vezes é tão parte do funcionamento da pessoa que ela se define como sendo assim, exigente.

O que geralmente acompanha esta forma de pensar e agir é ansiedade constante, cansaço físico e mental extremo, sono ruim, frustração, insatisfação consigo e com os outros.

Um pequeno começo

Sempre digo que o primeiro passo para mudar é reconhecer o que precisa ser mudado. Então uma ação pequena e realista é começar a identificar quando essa voz crítica aparece, sem tentar calá-la à força.

Você pode se perguntar apenas: "isso que estou pensando sobre mim é justo ou é a voz crítica falando?" Essa pergunta simples já cria uma pausa entre o pensamento automático e a forma como você reage a ele.

Se ela insistir em falar: “podia ter feito melhor”. Responda. Diga por exemplo: “ficou bom, foi da forma que eu programei fazer”. Não deixe que ela diga a última palavra.

Não é sobre se convencer do contrário de imediato. É sobre perceber que essa voz crítica é só uma parte de você, não sua essência ou quem você é.

Se você se reconheceu nessas linhas, talvez essa voz esteja superativa e te convencendo de que “você até é bom, mas não o suficiente ainda”.

Se quiser conversar sobre isso, estou por aqui.

Terapia Online
Terapia on-line

Terapia on-line: cuidado onde você estiver

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Se você está considerando começar terapia on-line e quer entender como este formato funciona, aqui seguem alguns pontos importantes sobre esta modalidade de atendimento.

Como acontecem as sessões

As sessões são feitas por videochamadas, em horário combinado previamente. Você participa de onde estiver (em casa, no trabalho, em outra cidade ou país).

Não é necessário nenhum equipamento especial, computador ou celular com câmera são suficientes. Além disso, uma conexão estável de internet é importante.

A estrutura é a mesma de uma sessão presencial: mesmo tempo de duração, mesma continuidade entre um encontro e outro, mesmo cuidado com sigilo. O que muda é o espaço físico, não a qualidade do processo.

Sigilo e privacidade

O sigilo profissional segue sendo muito importante e se aplica da mesma forma no atendimento on-line. A recomendação é que você escolha um local privado, onde possa falar com liberdade e privacidade, sem interrupções. Sua psicóloga fará o mesmo.

O que a pesquisa mostra

A eficácia da terapia on-line é comprovada e as pesquisas mostram que os resultados são comparáveis a terapia presencial, principalmente para as queixas como ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamento, lutos e perdas.

O que os estudos têm comprovado também, é que o vínculo terapêutico é um dos fatores mais associados a bons resultados no tratamento e ele se constrói normalmente através das telas.

Por que esse formato costuma fazer sentido

Para rotinas com agenda apertada, de quem concilia trabalho, estudos e vida pessoal, eliminar o tempo de deslocamento até o consultório já é, por si só, uma diferença real na hora de manter a constância das sessões, que é um dos fatores mais importantes para o processo terapêutico funcionar.

Para quem mora fora do Brasil, o formato on-line também permite continuar (ou começar) um acompanhamento em português, com uma profissional que entende o contexto cultural brasileiro, independentemente de onde você está.

Algumas pessoas também se sentem mais seguras e à vontade em ambientes conhecidos. Desta forma fazer terapia no próprio espaço, sem a exposição de uma sala de espera ou de um deslocamento, pode facilitar bastante a adesão ao tratamento.

O que a pesquisa mostra

A eficácia da terapia on-line é efetiva e as pesquisas mostram que os resultados são comparáveis a terapia presencial, principalmente para as queixas mais atendidas em consultório (como ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamento).

O que os estudos têm comprovado também, é que o vínculo terapêutico é um dos fatores mais associados a bons resultados no tratamento e ele se constrói normalmente através das telas.

Ainda com dúvidas

Caso ainda tenha dúvidas ou precise esclarecer algum ponto sobre a terapia on-line, entre em contato. Te atenderei com todo o cuidado que você precisa.

Terapia de Sessão Única on-line em encontro terapêutico focado
Terapia de Sessão Única

Terapia de Sessão Única: como funciona

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Ao longo da nossa vida há momentos em que nos deparamos com dilemas difíceis, questões que precisam ser esclarecidas de forma breve, decisões que precisam de direcionamento para que possamos dar o próximo passo.

A Terapia de Sessão Única (TSU) se propõe a atender este tipo de demanda. Ela é indicada para quem quer trabalhar uma questão pontual, com foco e objetividade, sem necessariamente seguir com um acompanhamento contínuo.

Não é uma conversa informal nem um atendimento de urgência. Também não significa que tudo irá se resolver em uma sessão.

A TSU tem um formato clínico estruturado, com início, meio e fim bem definidos. E a proposta é trabalhar uma questão por vez. Considerando que, mesmo em um único encontro, é possível sair com mais clareza e um caminho para seguir.

Como funciona o encontro

Antes da sessão, você recebe um questionário simples para que você possa definir o que gostaria de trabalhar no nosso encontro. Esse preparo irá te ajudar a identificar o que precisa ser priorizado na sessão.

Durante o encontro, seguimos um roteiro estruturado, mas conversamos com liberdade dentro dele. Trabalhamos para ampliar seu entendimento sobre a questão que te trouxe até a terapia. Vamos identificar o que você já tentou fazer, quais são seus recursos e quais seriam os possíveis caminhos.

Ao final, você sai com um resumo dos próximos passos combinados. Se fizer sentido, também combinamos um contato futuro para acompanhar como você está e reforçar o que já foi construído.

Para quem costuma fazer sentido

A TSU costuma ajudar quem já tem uma vida razoavelmente organizada, mas está diante de um desafio específico como: uma decisão importante a tomar, um conflito pontual com alguém próximo, uma fase de transição, como uma mudança de cidade ou um luto recente.

Ela também costuma ajudar em situações de estresse ou ansiedade ligados a algo pontual, como uma viagem, uma mudança de rotina ou um novo desafio no trabalho, além de conflitos pontuais em um relacionamento ou a necessidade de decidir algo importante.

Imagine estar diante de uma questão difícil e sentir que só precisa de um espaço para se organizar internamente, ter mais com clareza, listar prós e contras, compartilhar uma situação com alguém que possa ser imparcial. A TSU tem uma ótima estrutura para isso.

Você pode voltar quando precisar

Ao optar por uma TSU não significa que você só pode buscar esse recurso uma única vez. Você pode buscar pela TSU sempre que sentir necessidade, sem compromisso de retornos semanais.

Esse recurso fica disponível para você ao longo do tempo: seja para tratar de uma questão nova, seja para retomar algo que já foi trabalhado antes. Você decide quando faz sentido voltar.

Por que esse formato costuma ajudar

Esse formato responde diretamente ao que está te incomodando agora, sem alongar o processo além do necessário.

Ele também parte do princípio de que você já tem muitos recursos para lidar com a sua própria vida. O papel da sessão é ajudar a organizar e ampliar o que você já tem, não substituir isso.

Na prática, também costuma ser mais acessível: menos tempo de espera para começar, e um encontro pontual, em vez de um compromisso de longo prazo. Para quem tem uma rotina cheia, entre trabalho, estudos e vida pessoal, isso pode ser justamente o que torna possível procurar ajuda agora, em vez de adiar.

Se você tem uma questão específica em mente

Se existe algo rodando na sua cabeça nas últimas semanas e você sente que só precisa de um espaço para pensar com mais clareza, talvez a TSU faça sentido para esse momento.

A sessão é on-line e tem duração de uma hora e meia.

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Denise Reginatto

Psicóloga clínica especializada em Terapia do Esquema, TCC e neurodivergência.

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  • denise@reginatto.com
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